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Quebra de Maldição

Desde os primórdios da Igreja Cristã, já existia muita confusão doutrinária, o que levou os apóstolos a se preocuparem com a saúde doutrinária do corpo de Cristo, exortavam aos cristãos a terem cuidado com os ensinamentos de falsos mestres que introduziam falsos ensinamentos na vida da Igreja. A partir dos anos 80, o Brasil vem sofrendo com avalanches de ensinamentos vindos de toda parte, muitos deles, diria até que a maioria, nocivos a vida da Igreja. Temos uma cultura que tudo que é novo e principalmente quando vem de fora é bom e precisa ser experimentado e muitas vezes aceitamos sem que haja um exame mais profundo e cuidadoso. Este tipo de comportamento traz conseqüências terríveis. Provamos sem conhecer, passamos mal e descobrimos que não deveríamos ter comido a fruta.

Diante de alguns fatos que estão causando uma completa bagunça teológica na vida da Igreja, gostaria de compartilhar experiências vividas por mim e por alguns irmãos, bem como expressar e afirmar pensamentos, sempre procurando a verdade na palavra de Deus. Nossa preocupação é fazer de tudo o que estiver em nosso alcance para trazer a Igreja Corpo Vivo de Cristo, de volta a sã doutrina dos Apóstolos de Jesus e os ensinamentos dos Profetas de Deus que foram divinamente inspirados pelo Espírito Santo a fim de nos deixar a pura revelação de Deus que é completa e final. Ap. 22:18-19. Bênção e maldição têm sido uns dos assuntos em voga nos últimos tempos, muitas vezes a maldição tem tomado lugar de destaque em nosso meio em detrimento da bênção.

Definido Bênção e Maldição:
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, maldição é o ato de amaldiçoar, jogar praga, desejar o mal para alguém e bênção é ação de abençoar, ato divino, fazer o bem a outrem.

Podemos definir a maldição como o ato de se buscar uma força superior a nós para que outra pessoa que queremos prejudicar seja atingida. Isso acontece em momentos de raiva, ira, humilhação e vingança.
Um ponto importante que não podemos deixar de citar é que dentro dos acontecimentos existe um fator fundamental, a vontade permissiva de Deus, o que isto significa? Que tanto para abençoar ou amaldiçoar, tais atos estão ligados à atuação de Deus de permitir ou não. Quando Deus permitiu que Jô fosse tentado por Satanás, Ele Deus, estabeleceu limites que não poderiam ser ultrapassados, como não foram por Satanás. Apesar de todo sofrimento e perda que Jô teve, em nenhum momento foi achado pecado que o levasse a um ritual de quebra de maldição.
Quando uma maldição é pronunciada por alguém, ela a maldição, não tem poder em si mesma, precisando da permissão de Deus para se fazer concreta. A verdadeira maldição não é o que se diz com a boca, mas o sentimento que vem de um coração, através de uma verbalização de um coração amargurado, azedo, apodrecido de tanta frustração e ressentimentos. Nm. 24:9 e Sl. 109:17-20.

Maldição Hereditária:
No meio de tantas heresias que têm surgido no meio da igreja evangélica, está a doutrina da maldição hereditária que tem aprisionado e exercido um efeito funesto nas vidas de muitos crentes sinceros que por falta de um conhecimento bíblico são pegos por esta rede satânica.
A base desta doutrina diz que o indivíduo está preso à prática e alianças feitas por seus antepassados com entidades pagãs e demoníacas, trazendo maldições a várias gerações. Os defensores desta doutrina baseiam-se nos seguintes textos: Ex. 20:5 e Lv. 26:39-42. Esses textos, falam do pecado da idolatria e da iniqüidade que existia na vida do povo e Israel. Em ambas as oportunidades o sujeito da ação é o próprio Deus, o que nos leva a concluir que a maldição está presente na vida do homem porque este uma lei estabelecida pelo próprio Deus. Para que se aceite a doutrina da maldição hereditária é necessário que se creia na visitação demoníaca nas gerações seguintes. Esse desvio de pensamento tira a maldição como conseqüência direta do pecado individual de cada ser humano.

O interessante que os defensores desta doutrina herética afirmam que Jesus levou toda a maldição quando subiu na cruz, mas é preciso que o homem mesmo se arrependendo de seus pecados e aceitando o sacrifício de Jesus, vá até a cruz, pegue a promissória do pecado paga por Jesus e volte em sua vida passada e de posse da promissória feche as portas que tenham ficado abertas. Esse tipo de pensamento é uma aberração, pois não tem embasamento algum na Bíblia, afirmando que o feito de Jesus não foi suficiente e nem completo, precisando da interferência humana.

Não existe poder algum no ser humano ou mesmo em suas verbalizações para quebrar qualquer maldição, pois se é Deus que age visitando a maldade dos pais até a terceira e quarta geração, quem é o homem para interpor uma ação de Deus onipotente, onisciente, onipresente e totalmente soberano? O único que poderia quebrar qualquer maldição é o próprio Deus, o que foi feito na pessoa de Jesus na cruz do Calvário e ratificada pó Ele mesmo quando da Sua ressurreição, riscando dessa maneira toda e qualquer dívida que era contra nós e triunfando sobre toda potestade do maligno, Cl. 2:14-15. Para os que estão em Cristo, não há condenação ou maldição, pois o cativeiro que aprisionava as pessoas foi desfeito e em Cristo fomos reconciliados com Deus quebrando toda maldição imposta pela lei, Rm. 8:1; Gl. 3:13.

Transmissão Hereditária ou Conseqüência do Pecado?
Existe um grande equívoco de interpretação no que diz respeito às conseqüências que sofremos e que fazemos os nossos entes mais próximos sofrerem com atitudes pelo pecado que opera em nossa vida, exemplo: se meu pai é um alcoólatra, toda minha família irá sofrer com as conseqüências da presença do álcool na vida de meu pai: violência, vexames, maus tratos, etc. Se sou um jogador inveterado e perco minha casa e outros bens numa aposta de jogo, minha família irá sofrer os danos de minha irresponsabilidade, isto não significa que estarei passando para os meus filhos as minhas maldições decorrentes do pecado que rege a minha vida pelo fato de não ter sido regenerado pelo poder de Deus em Jesus Cristo.
Não nos pode ser imposta as alianças e pactos dos nossos pais, como também não podemos levar a culpa de nossas ações aos nossos filhos, como podemos confirmar no texto de Dt. 24:16: “Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais, cada qual morrerá pelo seu pecado”.
Não precisamos quebrar maldição de nossos antepassados, pois Cristo já levou todas as nossas maldições na cruz e nos deixou uma herança de bênçãos. O Senhor é a porção de nossa herança, aleluia!
Textos que podem nos ajudar a firma nossa certeza nesta verdade: Is. 43:25, 44:22; Jr.31:29-40; Ez. 18; Mq. 7:18; ITm. 1:1-16 e Hb. 8.

Pastor Alexandre da Silva Lopes – Min. Jesus Vive.


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